Maria Sharapova foi suspensa
por dois anos pela Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em
inglês) por ter sido pega em exame antidoping em janeiro. A decisão anunciada
nesta quarta-feira (8) tira a russa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.
A tenista de 29 anos já afirmou que vai recorrer.
A punição foi aplicada por um
tribunal independente após audiências realizadas nos dias 18 e 19 de maio e
começou a valer a partir do dia 26 de janeiro, data em que a russa fez o exame
durante a realização do Aberto da Austrália. Ela só estará liberada para voltar
a competir em 25 de janeiro de 2018.
A tenista também terá cassado
os 430 pontos ganhos por ter alcançado as quartas de final do Grand Slam e terá
de devolver os US$ 400 mil (equivalente hoje a cerca de R$ 1,4
milhão) recebidos como premiação.
Segundo comunicado oficial
da ITF, um outro exame fora de competição realizado no dia 2 de fevereiro,
em Moscou, apontou novamente a presença de Meldonium na urina na
atleta.
A decisão ainda não é definitiva,
uma vez que cabe recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS). A jogadora
afirmou, logo após a divulgação da punição, no Facebook que irá apelar e entrar
com recurso.
"Hoje com a decisão pela
minha suspensão por dois anos, o tribunal da ITF concluiu de forma unânime
que meu doping não foi intencional. O Tribunal entendeu que eu não procurei
tratamento com meu médico com o propósito de obter uma substância para ganho de
performance. A ITD gastou muito tempo e recursos tentando provar que eu
violei intencionalmente as regras antidoping e o Tribunal concluiu que eu não o
fiz. Vocês precisam saber que a ITF pediu ao Tribunal que me
suspendesse por quatro anos - a suspensão padrão para uma violação intencional
- e o Tribunal rejeitou a posição da ITF. Como o Tribunal concluiu que eu não
violei intencionalmente as regras antidoping, eu não posso aceitar a punição
injusta de dois anos", escreveu Sharapova seu perfil no Facebook.
"O Tribunal, cujo os
membros foram escolhidos pela ITF, entendeu que eu não fiz nada de forma
intencional. Ainda assim, me proibiram de jogar tênis por dois anos. Eu irei
imediatamente apelar da decisão, recorrendo ao CAS, a Corte Arbitral do
Esporte", completou.
"Tenho sentido falta de
jogar tênis e sentido falta dos meus fãs, que são os melhores e mais leais. Eu
li todas as cartas que me mandaram, li seus posts nas redes sociais e amo
o apoio que me deram durante estes dias. Lutarei pelo que acredito ser certo e
batalharei para estar de volta às quadras o mais rapidamente possível",
concluiu.
Sharapova havia sido inscrita
nos Jogos pela Federação Russa e aguardava o veredicto do julgamento para saber
se poderia disputar uma Olimpíada pela segunda vez em sua carreira - foi prata
em simples em Londres-2012.
A tenista foi flagrada com
Meldonium, que passou a integrar a lista de substância proibidas pela Agência
Mundial Antidoping (Wada) em 1º de janeiro. Ela confessou que fazia uso do
medicamento em uma entrevista coletiva realizada em 7 de março e passou a
cumprir uma suspensão preventiva no dia 12 do mesmo mês.
Naquela época, a russa ocupava
a sétima colocação do ranking mundial. Sem atuar, está no momento na 26ª
colocação e irá despencar ainda mais ao longo das próximas semanas.
O escândalo de doping também
levou a tenista a perdas financeiras. Nike e Tag Heuer suspenderam os contratos
de patrocínio e a Porsche adiou o envolvimento dela em campanhas promocionais.
Como reflexo disso, Sharapova
deixou de ser nesta semana a esportista mulher mais bem paga do planeta. Ela
foi superada pela também tenista Serena Williams em levantamento feito pela
revista americana Forbes.
Apesar do afastamento das
quadras por doping, Sharapova continuou fazendo aparições públicas em festas,
eventos sociais e mais recentemente lançou uma linha de chocolates de sua
empresa Sugarpova.
Nas redes sociais, a russa
segue postando fotos de treinos, seja na quadra de tênis ou na academia.
Uma das atletas mais bem pagas
da atualidade, Sharapova é uma das poucas tenistas que já conquistou o chamado
Grand Slam (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).
Ela soma na carreira 35 títulos
e mais de US$ 36,7 milhões apenas em premiações em torneios. Ganhou 601 jogos e
perdeu 145.
Chegou a ficar ainda 21 semanas
como número 1 do ranking mundial.


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